
Para Agamben (foto acima), a vida aparece como uma ameaça à morte. A biopolítica exercida pelo Estado demonstra urgência e interesse em manter e explorar essa condição humana, onde o indivíduo não atua como objeto político, mas como sujeito político.
O filósofo afirma que o campo de concentração é o paradigma biopolítico contemporâneo, pois no campo os homens são totalmente privados de seus direitos. Nele, o Estado aflora sua essência controladora/biopolítica.
Conceitos políticos contemporâneos correspondem ao paradigma supracitado. Certamente, a essência do campo de concentração consiste na materialização do estado de exceção. No campo, judeus e negros são objetos de manuseio do Estado, sem que seus pensamentos ou posicionamentos políticos sejam considerados. O fato de ser negro ou ter sangue judeu já é o bastante para serem oprimidos. Aqui, vemos o maior exemplo de vida nua.

A cada vez mais o indivíduo tem seus direitos políticos esmagados pelo totalitarismo. No próprio seio da sociedade brasileira encontramos uma pretensa forma de democracia, onde é por nossas mãos, e unicamente por elas, que o poder é erguido. Ora, já bem diziam os gregos que se existe um líder, por mais pífio que seja, a democracia é inexistente. Do que chamamos, então, a democracia que obriga seu cidadão a votar, não apenas como forma de adesão à sociedade política, mas de punição caso sua contrariedade.
Mais uma vez, gostei muito do texto e da forma que vocês mostraram a democracia que não passa de mera utopia. Uma pessoa em condição de vida nua é um ser intocado por codificações sócio-políticas, ou seja, ela "habita" um espaço altamente artificial em que as estruturas de poder geram a exclusão da proteção jurídica e às formas de vida que não se submetam à sua ordem. Vivendo em estado de exceção, a pessoa não tem mais nada a não ser seu próprio corpo, e vocês exploraram muito bem os exemplos de vida nua, do nazismo, eleições e tem milhares de outros exemplos. Até uma pessoa em coma está sob estado de vida nua. A vida nua é o jeito mais primitivo e mais eficaz de fazer um homem prestar obediência às vontades estipuladas pelos aristocráticos, creio, que sem ela, seria possível existir liberdade perante os homens, mas fica minha dúvida: será que não existiria no lugar outro meio de "cabresto" para adestrar o homem?
ResponderExcluirCAMILA FERNANDES -RA00100472
Nesse texto de vocês, podemos ver o que o cidadão não percebeu (ou finge que não) ao longo da historia de como é iludido quanto à democracia. Seu significado é de participação popular, com direitos e voz. O voto traz essa alienação para o individuo, que ao votar, acredita estar exercendo um poder que tem na ponta dos dedos ao decidir quem governará seu país. Ele só não enxerga que o fato de escolher alguém para governá-lo já não lhe dá plena participação, e após o governante escolhido, ele perderá a sua voz na sociedade. Quanto tempo será necessário para ele enxergar essa falsa democracia?
ResponderExcluirJuliana Fernandes 00095491
O texto de vocês abrange a questão da alienação em que o ser humano é falsamente jogado(através do voto) para acreditar que está participando de uma democracia justa e sábia. Porém, fica muito claro que estamos sendo forçados a pensar isso e que na verdade, se houvesse uma democracia, não existiria um líder absoluto e as decisões seriam tomadas por todos. De forma que, somos enganados e mesmo assim continuamos a manter esse procedimento.
ResponderExcluirNara Cavalcante
RA00092259
O texto de vocês mostra claramente como o cidadão é enganado ao longo de todo esse tempo ao dizer, muitas vezes com orgulho, que vive em um país democrático. Creio que, a partir do momento em que o cidadão se vê obrigado a dar o seu voto, todo o conceito de democracia já não é mais válido. Assim que o governante é escolhido, pode-se ver que a participação do povo já não é mais tão necessária, não testemunhamos a voz do povo em nenhuma decisão política. Mas apenas o fato de ter tido a chance de escolher quem seria o próximo governante, o cidadão acredita que possui total liberdade que uma real democracia pode oferecer, encontrando-se completamente alienado.
ResponderExcluirThais Genu - RA00098335
Vale lembrar que para os atenienses o método de escolha da democracia era o sorteio, ou seja, como viviam em uma sociedade onde se acreditava que todos os cidadãos eram igualmente capazes, não faria muito sentido votar em alguém, pois o próprio voto já parte da crença de uma distinção. O paralelo entre a concepção ateniense e a nossa fica muito distante, senão impossível. O conceito ateniense nos é completamente estranho, visto que de antemão nossa sociedade não é democrática pela desigualdade em todos os aspectos da vida humana: seja econômico, educacional, cultural etc. Não podemos acreditar que exista possibilidade alguma de viver democraticamente em um ambiente de condições e oportunidades tão diversas entre os cidadãos. Hoje, o voto é utilizado para simbolizar um regime que antes de tudo se baseia na igualdade total dos indivíduos, e não na igualdade do direito de escolher. O voto tornou-se o símbolo de um regime que não lhe diz respeito.
ResponderExcluirAinda sobre o post, podemos citar como exemplo de vida nua o utilizado pelo filósofo em seu livro Estado de Exceção, quando trata dos talibãs capturados pelo exército norte-americano. Estes, além de não serem classificados como prisioneiros de guerra não estão submetidos às leis dos EUA. Estão fora de qualquer enquadramento legal e do controle judiciário. Compara-se a situação dos judeus nos campo de concentração ao perderem sua identidade jurídica e de cidadania. A única identidade que lhes resta é a de ser um talibã.
TATIANA VARGAS
RA00095549
Muito interessante o texto de vocês meninas, os conceitos de biopolítica extão muito bem encaixados nas ilustrações históricas que vocês apresentam!
ResponderExcluirA questão que vocês citam sobre voto e democracia, em especial, é extremamente interessante, por ser uma verdade difícil de se admitir. Estamos vivendo uma falsa democracia, um Estado que usa da biopolítica para desnudar a população e, com isso, controlá-la.
Beijos,
Laiz Souza RA00035918
Gostei muito do texto de vocês.
ResponderExcluirOs exemplos apresentados tornaram o texto de facíl compreenção e principalmente objetivo. Achei bastante esclarecedor o exemplo apresentado em relação ao homo sasser e sua alienação. Lembrando que o estado de exceção se tornou algo imutável e que infelizmente ainda podemos constatar exemplos de pessoas que vivem em pról da vontade de um soberano. Onde a democrácia pode ainda pode ser considerada algo útopico.
Exemplo disso são os famosos coronéis que até hoje dominam diversas regiões no nordeste do país. Deixando as grandes massas incapazes de usufruir do biopoder.
Enfim, parabéns pelo texto.
Fellipe M. de Aquino
RA00071916
Texto também muito bem elaborado, e capaz de explicar sucintamente não apenas a matéria como também a realidade em que vivemos. A parte que diz respeito a democracia inexistente é a que melhor exemplifica a realidade em que vivemos, assim como votar é algo obrigatório, ser mesário por exemplo também é, e ainda são capazes de dizer que vivemos em uma sociedade democrática.
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