
A presença da televisão e sua influência no cotidiano dos indivíduos componentes de uma sociedade é um fato inquestionável. Pierre Bourdieu trata dos recorrentes impactos e consequências do que é proposto por esse meio de comunicação dentro de um país ou sociedade em geral, mostrando como política e economia são elementos essenciais na atividade jornalística. Giovanni Sartori diz então, que a influência é um fato tão significativo que faz com que crianças se eduquem primeiramente a partir de imagens do que pela própria palavra – característica proveniente dos efeitos da televisão.

A partir do momento em que um instrumento da mídia alcança níveis tão altos de repercussão na vida dos indivíduos, ele se torna ao mesmo tempo um instrumento de revolução social. Porém, emissoras de TV passaram a ser - antes de tudo - corporações com interesses próprios. Tais interesses são capazes de manipular o pensamento da população: não existe recurso mais eficiente para atingir as massas do que através do que é exposto na tela. Como diz Bourdieu “(...) a televisão pode reunir em uma noite diante do jornal das 20 horas mais pessoas do que todos os jornais franceses da manhã e da noite reunidos.”

Atualmente, com o advento da internet, as mudanças e reivindicações sociais passaram a ser amplamente debatidas. Através dela – e principalmente pelas redes sociais – as pessoas se comunicam de forma efetiva. A mobilização gerada através da internet atuou como uma ferramenta eficaz para que as revoluções no Egito tivessem maior visibilidade interna e mundial. O povo, tantas vezes subestimado, foi capaz de se organizar, ir às ruas e alcançar a tão almejada revolução. É o que acontece com eventos menores no âmbito dos protestos aqui no Brasil. Tanto a Marcha da Maconha quanto a Marcha da Liberdade tiveram como alicerce a mobilização gerada pela internet.









