Os conceitos de Maquiavel dizem que para ser um príncipe virtuoso, que saiba lidar com a fortuna, é necessário carisma, eficácia e parcimônia entre ser amado e temido. O maior exemplo no Brasil foi o trigésimo quinto presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva. Lula, como é conhecido, foi um príncipe virtuoso se considerarmos os conceitos maquiavélicos. Em seus dois mandatos (2002-2006 e 2007-2010), a questão econômica tornou-se a maior pauta de seu governo, onde diminuiu a dívida externa e o desemprego. Ademais, Lula foi eleito pelo jornal francês, Le Monde, o homem do ano em 2009. Na reportagem, poder e respeito foram atribuídos ao ex-presidente: “Aos olhos de todos, encarna o renascimento de um gigante (Brasil)”.
Lula (foto)
Entretanto, há quem afirme que o governo Lula foi marcado pelos escândalos que aconteceram durante sua presidência, como o mensalão - que denunciou a compra de votos entre os parlamentares -, a crise no setor aéreo e os cartões corporativos. Mas Lula soube desvencilhar-se de tais casos pronunciando-se muito pouco a respeito e, de tal forma, usou os meios a seu favor, abstendo-se do que poderia gerar instabilidade em seu governo (os fins justificam os meios). Seguindo essa linha de pensamento, Lula, ao se esquivar de tais infortúnios, foi um virtuoso.
A promoção do Brasil mundo afora também foi essencial para a consolidação de seu mandato: o país passou a participar das discussões a favor de nações emergentes. Um exemplo são as grandes expectativas e provável inserção no Conselho de Segurança da ONU. Além disso, Lula conseguiu prestígio ao fazer do Brasil a futura sede da Copa do Mundo, que acontecerá em 2014 e também de uma Olimpíada, por vir em 2016. Temos aqui um comparativo entre Lula e os conceitos de Maquiavel: a fortuna (adventos predestinados a acontecer na vida do homem) esteve ao lado do ex-presidente em todo seu governo. Maquiavel afirmou que não se pode ter certeza a quem a fortuna irá beneficiar ou fazer o mal, e que ela pode tirar ou manter alguém no poder.
Maquiavel sugeria ao príncipe que, posto a dificuldade de escolher entre ser amado e temido, optasse pela segunda, pois é do homem ser volátil e sujeito às paixões, e o medo é sentimento cativo. Lula, seja por seu inegável populismo, seu carisma ou sua trajetória política, tornou-se um virtuoso governante, manteve seu Estado e escolheu, acima de tudo, contrariando os preceitos maquiavélicos, ser amado. A maior prova repousa na cadeira da presidência atualmente, que foi deixada para Dilma Rousseff, por mérito explícito de um príncipe que foi adorado.
esse lula! cheio de virtú!
ResponderExcluirmas falando serio agora, achei bem verdade o que voces falaram, ele é o principe por ter se mantido no governo depois de tanta merda acontecendo, fazer o que né, aposto que se Maquiavel tivesse vivo ainda aplaudiria-o de pé!
p.s : muy charmoso o blog
bezzoo chicas!
Gostei bastante do exemplo que vocês escolheram do Lula, meninas, vou comentar aqui, he.
ResponderExcluirLula foi tão virtuoso e a fortuna estava tão a seu lado que seu governo bateu recorde de aceitação. Através de certa "política do pão e circo" trazendo a Copa do Mundo e as Olimpíadas para o país (sem muito preparo estrutural para tais eventos), levantou a moral do Brasil no cenário internacional, dando pitacos em casos delicados como do Irã e tentando conquistar uma vaga no Conselho de Segurança da ONU.
Internamente, investiu em políticas assistencialistas e melhorou a condições de consumo de grande parte da população, fazendo a economia brasileira decolar e dando a falsa impressão de melhoria de qualidade de vida, mas esquecendo dos investimentos em educação, saúde, transporte público, etc. Muita gente melhorou de vida sim, porém superficialmente, somente no poder de compra, o que dentro do sistema capitalista e nesse país emergente parece ser suficiente.
Talvez o que fez com que Lula fosse um príncipe virtuoso foi o fato de que a fortuna esteve tanto ao seu lado que até durante o momento de uma das maiores crises do sistema capitalista, ele conseguiu dar a volta por cima e, apesar do aumento da dívida externa, conseguiu recuperar e fazer a economia crescer, dentro do possível, ou seja todos os fins (o crescimento econômico veloz e o rumo à posição de quinta maior economia do mundo) foram justificados pelos meios (até mesmo os escândalos e a "política do pão e circo").
Achei bem interessante o exemplo escolhido para o texto. Lula de fato soube contornar os problemas que vieram à tona em seu governo, trazendo grande aprovaçao do povo.
ResponderExcluirAnna Oliveira (nao sei se vai aparecer meu nome, mal, haha)
O texto, além de muito bem escrito, mostra como Lula, apesar de não seguir à risca os preceitos maquiavélicos, foi virtuoso em seu governo.
ResponderExcluirO exemplo, que foi muito bem escolhido, mostra como os conceitos de Maquiavel ainda podem ser interpretados na política contemporânea.
O extremo carisma do ex-presidente parece ter superado os pontos negativos de seus dois mandatos. No entanto, tais pontos poderiam ter ganhado mais espaço na análise, demonstrando, assim, os períodos de falta de virtù que também não deixaram de existir.
Vejo um texto bom que se utilizou de um exemplo ótimo.
Nome: Sabrina Haick RA00095414
Aluna: Bruna Amoretti/ RA00099051
ResponderExcluirLuiz Inácio Lula da Silva, popularmente conhecido como Lula, sem dúvidas foi e sempre será um ótimo exemplo de homem virtuoso com grandes qualidades para serem ressaltadas.
Lula marcou a política porque apostou em um plano voltado mais para o povo. Segundo Maquiavel, aquele que sobe ao poder com o favor popular não encontra em torno de si ninguém ou quase ninguém que não esteja disposto a obedecer-lhe. Tal afirmação justifica a popularidade alta do ex-presidente ao deixar o cargo para sua colega de partido Dilma Rousseff.
Durante os anos de mandato, Lula acumulou seguidores e modificou a "cara" do Brasil. Foi um bom comunicador em todos os âmbitos ao qual esteve exposto, e Maquiavel diz que: "Quem, portanto, se tornar príncipe com o favor do povo deve conservá-lo seu amigo [...]".
Mesmo com todas as denúncias de corrupção ocorridas em seu mandato, e isso demonstra em certas partes falta de virtú, Lula conseguiu preservar sua integridade moral e sua nação.
"Por isso, o príncipe que protege o seu povo torna-o mais afeiçoado a si do que se tivesse chegado ao poder com o favor dele."
Meninas, na minha opinião, vocês foram felizes ao escolher o Lula para contextualizar Maquiavel. Todavia, achei que o lado negativo do mandato do ex-presidente poderia ser utilizado como contraponto para a virtú abordada no texto, ficaria melhor do que já está.
A escolha de Lula para estabelecer uma comparação com os conceitos de Maquiavel foi, realmente, feliz. Só me pergunto se Lula foi mesmo beneficiado pelas circunstâncias que surgiram em seu governo, o que Maquiavel chama de fortuna em sua principal obra, O Príncipe. É inegável que às vistas internacionais o Brasil cresceu muito, consolidando uma imagem respeitável. Mas não sei se colocaria isso como uma circunstância que surgiu no governo de Lula, ou a chamada fortuna, e que ele manipulou com virtude. Acho justamente o contrário: sua virtude ao governar, durante os oito anos, possibilitou tais acontecimentos, como conseqüência, parte da articulação de Lula e sua equipe. Concordo que como “príncipe” sua virtuosidade foi impressionante, gerando a constante renovação da sua imagem perante os eleitores e escapando dos escândalos, muito presentes nos prmeiros anos de governo. Acho, também, que Lula soube aproveitar muito bem a tal “memória curta” do eleitorado brasileiro. Ainda que Maquiavel defendesse a ideia de que é mais prudente ser temido do que amado, diante da aceitação popular do nosso ultimo presidente é difícil negar que sua permanência no governo foi muito bem-sucedida.
ResponderExcluirPAULA VIDAL DIZIOLI FERNADES - RA00095366..
Dentre todos os textos sobre Maquiavel, este foi que mais gostei, não só esmiuçou bem as idéias de Maquiavel como apresentou-as de forma clara.Não sei se as vitórias de Lula se deram mais em função da fortuna ou da virtude, talvez ambos tenham contribuído para o seu sucesso.Quanto as denúncias de corrupção em seu governo, discordo, acho que Lula não teve virtù suficiente para escondê-las(já que o princípe, deve fazer o possível para a manutenção do governo).Creio ainda que a sua popularidade é advinda mais de suas origens do que de seus ainda grande carisma: um líder sindical, de origem pobre, um espelho das massas.
ResponderExcluirAinda que a melhoria tenha sido pequena, foi notável a visibilidade que o Brasil atingiu depois de seu governo.Como dito num dos comentários acima, a visibilidade adquirida talvez tenha dado a falsa impressão de uma grande melhora.O legado de Lula deu um ligar para a atual presidenta Dilma Roussef e, caso esta se saia bem, existe ainda a possibilidade de um novo mandato.O que pode não significar um novo avanço, mas talvez uma repetição do que já aconteceu.
Murilo Uchôa
RA00102219